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Besta de Estimação

Sob pálida luz,
Sem vida que conduz,
De vergonha expus
Peito e carne nus!

E na sarjeta,
Que me pegas
Te deleita
Como cachorra cega!

E se ínfimo é meu prazer
Apogeu é teu fazer
Lacerante é teu dizer
Dilacerante teu prometer

Salga-me e seca-me ao sol
Guarda pra depois
Esconde-me em atol
E arrasta-me com bois

Sabe que nunca terá igual brinquedo
Tão imbecil e dedicado
Sem vergonha nem medo
Ter um pobre apaixonado!


Gustavo Fernandes
Enviado por Gustavo Fernandes em 05/11/2005
Código do texto: T67512
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Sobre o autor
Gustavo Fernandes
Olinda - Pernambuco - Brasil, 34 anos
55 textos (2018 leituras)
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Gustavo Fernandes