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Por onde andas?

Por onde andas meu irmão?
A saudade aperta o peito quando relembro nossa infância torrão.
Na mente a lembrança de que fomos felizes.
Nas andanças pela estrada de chão.

Se insisto na questão é que o motivo é de solidão.
Ficamos sós sem a tua presença.
Meio órfãos com a tua ausência.
Sedentos do afago grotão.

Queria falar pro mundo todo desse amor que nos une.
Queria que o mundo soubesse que quando a noite escurece...
Fico quietinho em prece
Trazendo-te de volta à mão.

Por onde andas meu irmão?
Buscando a riqueza do mundo de hoje?
Traçando a beleza que ninguém mais trouxe;
Levando aos outros a certeza de que a vida não é em vão.

Por onde andas meu irmão?
Será que te encontras também solitário.
Querendo o abraço de todos os braços.
Que fazem a força de uma grande paixão.

Canário que voa perdido na noite.
Sentado à palestra com outros também.
Bebendo do vinho tão tinto de ser.
Buscando com força a razão do prazer.

E agora entro nessa...
Necessito ver-te depressa.
Olhar no teu olho e ficar.
E trazer-te pra nós sem pestanejar...

Por onde andas meu irmão?
Fala comigo, acalenta meu pranto.
Que de tanto chorar só me resta a intenção.
De tudo que fomos e somos neste mundo ilusão.
Adolfo Carvalho
Enviado por Adolfo Carvalho em 05/10/2007
Reeditado em 05/10/2007
Código do texto: T682125

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Sobre o autor
Adolfo Carvalho
Feira de Santana - Bahia - Brasil, 48 anos
9 textos (411 leituras)
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Adolfo Carvalho