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Flor da Agonia

Tristezas tumulares, flores mortas
Como um doente sem dose de morfina
Preso na prisão fúnebre mais fina
Talvez agora acerte minhas contas.

Vivo a contemplar frutos de teu ópio
Comendo fumarolas decadentes
Pois dentro de mim há muitas serpentes
Que deitam no cansaço do meu ócio.

Sou um crime que expia alegre num inquérito
Uma morte anteposta ao meu caixão
Antes de ouvir falhar meu coração
Antes de terminar este meu rito.

Flor desesperadíssima, doente
Sem emoções, murchando em solidão
Há de ter em ti um pouco de Eva e Adão
Há de morrer mais triste, descontente.

Como o assomo do sonho perdido
Sem sono, com cansaço dessa vida
Pois no ventre-universo foi parida
Um feto inacabado e sofrido!
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 06/10/2007
Código do texto: T683353

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 33 anos
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6 áudios (1651 audições)
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Fabio Melo