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Os crentes modernos

Modernas criações, fábulas antigas
Anjos digitais, erros ancestrais
A imagem do Deus morto que louvais
Com uma bíblia maldosa que te obrigas

A ser covarde, santo pederasta
A crença sonambólica dá sono
Com nada dessa dor eu me impressiono
Está a rezar sozinho co’alma gasta.

Um burguês certamente no desprezo
Singular da crendice metafórica
Há de ser mais idiota que a retórica
Que vive em um cigarro aceso.

A nova hóstia chamada de moeda
Há de abençoar esta gorda pança
Para comemorar tua comilança
Junto com um santo vinho que se azeda.

Faço minha oração
Ao verme que, comendo teu demônio
Há de vomitar óleo de antimônio
Dentro do coração.

Quero deixar a ti a minha queixa antiga
Que Deus nunca me deu
E somente comeu
Até estufar a tua enorme barriga.

Hoje abandonou teu livro ancestral
Está todo comido, está bem velho
Hoje lhe serve bem como Evangelho
O Código Penal!

Um aborto cristão, feito no escuro
Condena pobres, tristes e valentes
Deixando viver só os bons doentes
Que hão de sepultar nosso futuro.
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 07/10/2007
Código do texto: T684686

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 33 anos
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6 áudios (1647 audições)
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Fabio Melo