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Prenúncio

                         


Escarnecer de mim mesma
Vivo plangente em meus
Últimos dias
No rosto uma hipócrita alegria
Não sei por que cheguei
A esse por fim

Esvaecia toda uma vida
Momentos imorredouros
Que jamais esquecerei
Choro como uma criança
Que implora pela mama leitosa
Choro por toda __ desgraça
Que me acompanha
Desde a nascitura

Estais sorrindo pra mim
Toda de marron escuro
Sinto o fim bem próximo
Já percebo o murmúrio
Da sombra que me protege
A fervura sobe em meus pés e,
Anuncia uma deplorável
Consciência já esmaecida

Lembraças de ontem
Que visitaram esse território
Instável da minha pessoa
Mostram um desequilíbrio
Pra dentro
Pro lado mais obscuro
Mais sôfrego
Mais delirante do ser humano
Meu prenúncio breve
Assino aqui.
                                       
                                 

silmara silva
Enviado por silmara silva em 11/10/2007
Reeditado em 11/10/2007
Código do texto: T689770

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Sobre a autora
silmara silva
Teresina - Piauí - Brasil, 34 anos
58 textos (1811 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 17/10/17 11:57)
silmara silva