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UM POETA SE FOI..........(Quando da morte de João Cabral)

( foi buscar outra vida, menos Severina)

Calem-se as palavras;
hojé é dia de silêncio.
Nem venha a  lua
com seu fulgor escancarado;
hoje é dia de penumbra.
Se acaso o sol insistir,
que se fechem todas as janelas;
hoje é dia de recolhimento.
Calem-se na alma os suspiros,
e calem-se tambem oh! pássaros
suas melodias, hoje,
nâo são bem vindas.
Nem sopre a brisa,
sereno, nâo venha.
Estrelas amigas,
procurem outro lugar;
hoje é dia de só ter escura noite.
Hoje o Poeta se foi.
Calem-se todos os sons,
todas as músicas,
que todos os passos se estanquem,
e todas as vozes se emudeçam.
Hoje, nem o sangue corra
nas veias,
aceita-se apenas um nó na garganta.
Hoje, que se calem tudo e todos:
o Poeta se foi!
E com ele foram-se todas as palavras,
todos os olhares cegos.
Hoje,
quedemo-nos todos.
pois o Poeta se foi.      
gaviaopoeta
Enviado por gaviaopoeta em 30/10/2007
Código do texto: T715999
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
gaviaopoeta
Ribeirão das Neves - Minas Gerais - Brasil, 67 anos
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