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POLÍTICOS SAFADOS

Não acredito mais em nenhum político,
Num Congresso corrupto que envergonha,
E de nada adianta sermos deles críticos,
Eles não ligam. Bando de gente medonha.

De cima para baixo a pirâmide é de lama,
Do topo até a base, a corrupção é um fato;
Presidente, Ministro, Prefeito e Deputado,
Todos aproveitam, roubam. Essa é a fama.

Senadores que envergonham a pátria amada,
Vereadores que se corrompem por um tostão;
Escândalos que surgem toda hora em profusão,
E eles na maior cara de pau, não dizem nada.

Ouve-se o presidente dizer sem medo algum,
Que de cada cem apenas dez chega ao povo,
Se não toma providências, isso não é comum.
Isso é conivência. Será que somos uns bobos?

Com tanta roubalheira que existe neste país,
Onde o dinheiro público é saqueado sempre;
Não foi esse tipo de político que o povo quis;
Não se votou errado. Eles enganaram a gente.

Não se sabe de nenhum político numa prisão,
Condenado por roubalheira, ou por corrupção,
Ao contrário, andam por ai desdenhado, rindo;
Mansões, carrões, palácios aos trouxas exibindo.

Bois, lanchas, amantes, patrimônio inigualável,
Nada é confiscado, tudo continua sempre igual;
O povo ferrado, sofrendo. Uma gente miserável.
O roubo, a corrupção neste país é coisa natural.

Me envergonho dessa classe de políticos safados,
Já que eles não têm; que deles vergonha eu tenha,
E quando os aviste, segure os bolsos, fique de lado,
Virando-lhes as costas. Dando-lhes u’a sonora vaia.

A coisa que não podemos perder é a esperança,
De vermos livre o país dessa praga desgraçada,
E que a política seja realmente bem conduzida;
Políticos sejam homens de bem, sem palhaçada.

E que esses vagabundos ladrões sejam banidos,
Nunca mais voltem ao poder, pois serão punidos;
E os que estão entrando tenham medo de roubar,
Porque saberão que existem as leis para condenar.

Muitos milhões de reais saem todo o dia pelo ralo,
Um dinheiro que é do povo, para o seu bem estar,
Roubado descaradamente e não podemos nos calar,
Devemos protestar, vamos ao povo mostrar o safado.

Neste universo de lama podre salvam-se apenas uns,
Que enobrecem e nos mostram que ainda há tempo;
Políticos desse porte, assim, honestos, não são comuns.
Sim! Eles existem. Mas em extinção, e são exemplo.
Lúcio Astrê
Enviado por Lúcio Astrê em 07/11/2007
Reeditado em 07/11/2007
Código do texto: T727833

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Sobre o autor
Lúcio Astrê
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil, 60 anos
263 textos (10235 leituras)
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Lúcio Astrê