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Vultos Noturnos

Vultos vindo esvaindo pelas trevas
Símbolos antropomórficos restantes
Um instante gelado não como antes
Como dois pecadores sem suas Evas

Vultos, vertigens, ventos que sussurram
Satânica elegia num missal
Sois como filho pobre dum astral
Demônio que em sadismo lhes torturam.

Vultos, velhos videntes, vagos vultos
Galopando cavalos, cavaletes
Sem desenhos, baralho sem valetes
Caixão. Casa de mortos de mil lutos.

Vultos vorazes, vidas vis, velozes
Martírios, flagelados sem sentido
Talvez teu corpo já tenha morrido
Pelo Sol com suas mil dores atrozes.
Fabio Melo
Enviado por Fabio Melo em 13/11/2007
Código do texto: T735005

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Sobre o autor
Fabio Melo
Santo André - São Paulo - Brasil, 33 anos
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6 áudios (1651 audições)
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Fabio Melo