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MEU PRÓPRIO CONTRATEMPO

Não há razão pra pânico
Não dê vazão às angústias
Leia as últimas notícias...São as mesmas, lembra?

Não há discussão sem tema
Não há problema sem razão
Veja onde está meu coração...No mesmo lugar, sabia?

Sou mais um triste vendedor de fantasias
Das alegorias de sorrisos matinais
Vendo a leve sintonia da minha voz de bondade
Tenho minha idade muito maior que meu viver...

Sou mais um pobre que acredita na consequência
Sou a maior inocência que o criminoso pode ter
Sigo meus princípios como se quisesse a vida vencer
Velo minhas súplicas em cada rico amanhecer...

Sou mais um louco que defende as palavras
Somente minhas palavras fazem-me contestar o mundo
Só mente quem não tem olhos pra viver
Na frente do futuro sempre há algo a acontecer...

Sou um nobre defensor da poesia
E minha alegria na verdade nunca foi minha...

Sou um próprio plantador de verdades
Guardo maldades e ingratidões longe do meu coração
Sirvo minha luz em bandejas de prata
Reservo pra mim talheres de lata,
Cortam-me os pulsos mas não podem me matar
Salvo-me mais uma vez...

O que me garante vivo são meus sonhos de vida longa,
O que me define a saga são meus versos idiotas
Tenho a vida digitalizada pelos meus olhos míopes
Não tenho armas pra sacar
Não quero almas pra salvar...

Sou o meu próprio contratempo
Pra salvar-me do desalento escrevo versos que não lembro mais
Minhas canções são quase sempre iguais,
Não sei viver
Sobrevivo como posso...

Quando não consigo dormir esquento meus pés nos teus
E é aí que volto a acreditar que posso ser amado...

Por favor
Não me deixe desacreditar jamais....



André Gusmão
Enviado por André Gusmão em 15/11/2007
Reeditado em 15/11/2007
Código do texto: T738319

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Sobre o autor
André Gusmão
Portugal, 45 anos
211 textos (27214 leituras)
1 áudios (172 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 24/08/17 02:32)
André Gusmão