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VINDITA DE UM ASSASSINO

           

                    Teus olhos negros
me chamam pra perto.
                     E eu, sem forças,
 cedo e te cerco.
                   Pelas cálidas madrugadas
sinto teu cheiro de jasmin
                Nas ruas por onde passo
 espalho sangue alheio carmesim.
                   Reflexos de sombras disformes,
 te vejo sempre ao meu lado
               Conversas solitárias confusas,
trazes de volta meu passado.
                   És Deusa e teu nome é morte,
me envolves nesse calor
               Tua mão é sempre mais forte,
 degusto teu doce sabor.
                     Só vivo porque assim vejo
 toda noite teus olhos chamar
                 Em mim despertam o adormecido
Que adora por tua causa lutar
                  Mas mesmo triste, sozinho
 vagando pela escuridão
                 Teus beijos só me fascinam.
 Jamais posso dizer não.
                Agora já sei, estou perdido
 Quis o destino que fosse assim
               Por isso hoje também decido
 tirar minha vida antes que a leves de mim.
                E pela manhã, quando raiar novamente a alva
 sabes, ó morte o que vais lembrar?
                 Na próxima escura e vindoura noite,
qual outro louco poderá te amar?
Cayus Marcws pocotirios
Enviado por Cayus Marcws pocotirios em 20/11/2007
Reeditado em 20/11/2007
Código do texto: T744486

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Sobre o autor
Cayus Marcws pocotirios
Manaus - Amazonas - Brasil, 28 anos
48 textos (8156 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/10/17 03:55)
Cayus Marcws pocotirios