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Desesperanto

Sabe quem sou quando sinto desespero?
Sou punhado de vergonha, mural de tolices,
Sou choro sem consolo
E consolo sem colo...
 
Sinto ingratidão invés compaixão
Sinto que a vida acabou
E que a alma de fato, me abandonou...

Esquartejo a sanidade
Para cortejar de vez a invalidez
Exagero na desgraça
Para ter de graça, morbidez

Morreram meus conselhos,
A troco de algum segundo em paz
Para o diabo todos os santos,
Que esqueceram meu sofrimento
Ao léu do céu sem pai...

Cristo,
Me perdoe, mas é isto...
Desespero é tudo o que realmente sinto.

***************************************************

Prólogo:
Por mais que minha vida valha fé
A desgraça consome sem perdão,
Resta-me apenas a dor nos pés
E lágrimas salgando minhas mãos.

Morfologia:
Desesperanto = Desespero + Esperanto (tipo de linguagem) = Linguagem do desespero



gilvania
Enviado por gilvania em 28/11/2007
Código do texto: T756656

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Sobre a autora
gilvania
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 40 anos
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