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A névoa cobriu a terra

Hoje, não vejo.
Nem a terra nem o mar.
A serra está coberta.
Da névoa cerrada.
Cinzenta e fria..
Triste está o dia
Não se ouvem os murmúrios.
A terra emudeceu.
Calou-se a alegria.
Passam vultos fugidios.
Sombras apenas.
Aqui e além uma sirene
Para lá da amurada do rio.
Há embarcações.
Esfumadas.
Que passam.
Seguem o seu curso.
As crianças em casa
Indolentes, insolentes.
Pegam em tudo e, não fazem nada
O nariz, pegado
À fria vidraça, das janelas.
Fazem ai desenhos.
Uma casa, com chaminé, com fumaça.
O sol brilhando.
E, com os grandes olhos a sorrir.
Umas arvores, uns pássaros,
cruzando o céu azul.
E não faltam umas nuvens.
Às vezes traçam uns caminhos.
Como que a pretenderem fugir.
Dessa lassidão, que o dia
Provoca, nas suas emoções.
Não passa de ilusão.
Breve o desenho se desfaz.
E, pela vidraça, escorrem
gotas de água, da condensação.
A mãe dá um grito, 
chama-lhes a atenção.
acaba-se a brincadeira
Agora!  dá-lhes ocupação.
Mas, eles preferem, brincar com o cão.
Ver televisão.
O mais velho! com ar brigão,
dá um safanão ao mais pequeno 
e gera-se confusão.
dramas dos dias  
Em que a névoa continua fria.
Cobrindo tudo com o seu manto de solidão.

De tta
Dezembro
2007


Tetita
Enviado por Tetita em 06/12/2007
Código do texto: T766918

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Sobre a autora
Tetita
Setúbal - Setúbal - Portugal
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