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INTERMINÁVEL

Sentou-se à mesa,
Porém não tinha fome...
Era ela e a tristeza,
E a saudade do seu homem.

Olhou o prato vazio
Olhou a vazio horizonte,
Sentiu um leve arrepio
Lembrando o saudoso ontem.

Duas almas entrelaçadas.
Hoje, dois corpos separados...
Uma paixão dilacerada...
Um coração despedaçado...

Ficou ali sózinha e estática,
Sedenta de beijos e carinhos...
Nessa vida enigmática,
Porque rosas têm espinhos?

Se o sonho é tão lindo.
Porque inventou-se o pesadelo?
Viu-se num segundo até sorrindo
E afagando seus próprios cabelos

Onde estaria ele agora?
Em que nuvem se escondia...
Queria tanto estar lá fora,
Buscá-lo até o raiar do dia!

Mas as pernas eram estacas,
Fincadas no solo da solidão
E um temporal de afiadas facas
Precipitavam em seu coração.

Naquela noite, outra, insone!
Esperava um chamado, em vão.
Deseja ouvir o toque do telefone
E tê-lo de novo em sua mão

Levantou-se, enfim da letargia,
Caminhou em direção à saída...
Lutando contra aquela agonia,
Que se abateu sobre sua vida

Chegou à porta e sorriu
Para seu retrato na parede!
Finalmente ela decidiu:
Iria saciar com avidez aquela sede

E foi de encontro à porta,
Com uma certeza inegávell:
Se a esperança não era morta,
Esse  amor seria interminável!


Edil Franci
Enviado por Edil Franci em 06/12/2007
Código do texto: T767830

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Sobre o autor
Edil Franci
São Paulo - São Paulo - Brasil
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