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TRISTEZA!

[green]   TRISTEZA!
Nada agora pode me proteger
Da fúria que vem do meu proprio ser
Estou arrasada,desgraçada na vida
Essa vida maldita que não tem medidas
Sai pela vida distribuindo feridas
Sem permissão pedir...
Ferimentos nas feras feridas desta vida
Maldita vida...
Chorar não adianta,
Pedir por Deus,
Ele tem muitos para atender
Não vai se importar com uma paixão desmedida
De uma mulher que acaba de enlouquecer
É enlouquecer de amor e de dor
A morte seria bem vinda
Mas sou covarde demais para provoca-la
Eu amo este homem!Eu tenho que gritar
Com todo meu desespero preciso gritar
Não vivo sem você,Eu te amo!...
Não adianta,nada vai me proteger de mim mesma
E essa fúria com certeza um dia me transformará numa mulher amarga
Sem amor
Sem amigos
Até sem inimigos
Pois ela não será mais nada
Não será ninguém
É um pária em meio a multidão
Nada que tenha vida lhe dirá respeito
Porque vida ela já não tem
Foi embora a essência do seu ser
Foi embora com o carater,a religiosidade
a maneira correta de ser,o pecado...
Enfim foi embora junto com todos os dogmas e juramentos e as palhaçadas em geral que nossa igreja nos ensina
Fidelidade sem amor
Sexo sem camisinha
Casamento entre gays impossível
Tudo é proibido ou mantido nos sigilosos
porões do vaticano
Agora podemos pegar aids e outras coisinhas mais
Aí a valiosa igreja e seus ensinamentos
ajudam em que?
Foi Deus que disse que seria assim?
Nunca!Deus nunca quis a tristeza dos seus filhos...
Portanto que me perdoem os católicos
Mas quero dar uma banana para essa hipocrisia que manda e desmanda nos sentimentos.
E me faz passar a maior tristeza nesse momento
Porque com tanta hipocresia na cabeça
O homem que amo não pode conviver
Então o melhor é deixar-me
Como ele mesmo diz encontre alguém que te ame como você merece
Quer saber melhor mesmo é virar meretriz
Ser de um e de todos e não ser de nenhum
Quero agora me embalar na tristeza dos meus sentimentos tomar um sedativo e dormir se possível para sempre!...
Helena Lins-14-12
Helena Lins
Enviado por Helena Lins em 14/12/2005
Código do texto: T85970
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Sobre a autora
Helena Lins
Salvador - Bahia - Brasil, 54 anos
325 textos (18713 leituras)
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Helena Lins