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A Morada

Constroem-se  mansões, grandes moradas.
Mil jardins floridos, palácios.
Cuida-se de tudo, pensa-se em tudo.
Da minha morada, queria dizer...
 
Habitação maior,
Nela vive minha alma.
Minha casa nobre, que em nada é pobre.
Antes sim, espelhos tivesse,
Refletiriam luzes ofuscantes.
 
De branco brilhante,intenso
Violeta admirável, arrebatador do meu ser,
Próspero, em elevada espiritualidade.
Intenso vermelho, rubro como carmim,
cor do meu sangue e  da minha sensualidade.

Tênues e admiráveis semblantes,
Transparências  de azul cristalino.
Amarelo dourado, cor da minha doçura,
Representante da minha candura.
 Prata, quase anil,  vivacidade infantil.
Rosa  de exuberante ingenuidade,
Mas de incontida  alegria vivaz
Nuances de verde matriz, delirantemente excêntrico.

Se alguém pudesse ver minha morada
E toda a sua estrada,
Veria as cores dos meus sentimentos.
De jardins encantados, cheirando a cravos.

De flores exóticas, de relva mansa.
Com pássaros silvando.
Cantando todos os  sonhos meus,
Não tenho vergonha de ninguém
Porque na minha casa tem:
um "sonhador".

(05/01/01)
Rosy Beltrão
Enviado por Rosy Beltrão em 29/12/2004
Código do texto: T1005
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Sobre a autora
Rosy Beltrão
Estados Unidos, 62 anos
155 textos (31299 leituras)
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Rosy Beltrão