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Manual inteligível parte 1 - Se esse algodão doce falasse

é deitado assim,
procurando desenho em nuvens,
trancafiado em minhas tormentas,
que o dia passa a ser noite
e a tarde fica pregada
aos músculos do meu rosto
-pléc-

"um raio em forma de tempo
e uma pedra em cima do vento"
é explicando dessa maneira
que conforto minha resposta;
a deixo a vontade, já dando logo em mãos,
escova de dentes e toalha de banho.

-sinta-se a vontade!
é a voz que soa abafada
por debaixo das cobertas

mas como proceder assim
se a resposta está na pergunta
e a pergunta
é uma incógnita na borda dessa piscina
de sugestões e mundos paralelos?

isso não deveria soar como uma pergunta.
essas, não deveriam ser palavras.
eu não deveria estar errado.
tampouco deveria ter tentado;

químico-maloqueiro
síntese do macumbeiro

é como uma explosão.
os átomos se aproximam
passo a passo
cantando juntos
o desgasto do caminho

até o final apoteótico.

sem alface nos dentes
e com as lentes limpas

desta vez,
deveria tentar acertar o alvo
e não o meu tabuleiro,
que sugere alquimia psíquica

esquentar a idéia
até ela se tornar solução
(daquelas que curam cegueiras
e matam a sede).
abrir os portões do inferno
trocar as lâmpadas do oceano
driblar o tempo e se tornar
de uma vez por todas

senhor das próprias oportunidades.


afinal, aquela ali é um elefante ou um rato?
Augusto Guimarães
Enviado por Augusto Guimarães em 25/01/2006
Código do texto: T103828
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Sobre o autor
Augusto Guimarães
São Bernardo do Campo - São Paulo - Brasil, 29 anos
39 textos (2181 leituras)
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Augusto Guimarães