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In Verso Pra Pensar

As horas que se fazem me perturbam
mando-as a outro lugar pra que sucumbam
E fantasio a vida sem relógios nem batente
Livres sonhos que fagulham na alma latente

As horas que se perdem me alucinam
perecem nas coisas que ensinam
modernas horas de eterna alucinação
momentos insanos de lasciva perdição

As horas que se dizem bem-aventuradas
sufocam as mediocridades apaixonadas
deixam pendentes as corrosivas queixas
enfeitiçadas com os olhares de gueixas

As horas que batem na subservência
lembrando a amarga persistência
perpassando mais árduo exercício
revelando faces em malogro benefício

As horas que se doam sem pensar
cobram as dores de não poder perdoar
encobrindo as aventuras malfadadas
execrado das vidas maldiçoadas

As horas que falam por si só
cedo ou tarde viram nuvens de pó
mortificando os sentidos algozes
adormecendo gigantes ferozes

As horas,ah! Ora, "por quem sois?"
se não um acerto que fica pra depois?
derrapando nas vidas, em sutileza
atropelando caminhar da natureza!
NENINHA ROCHA
Enviado por NENINHA ROCHA em 17/04/2006
Reeditado em 17/05/2006
Código do texto: T140712
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Sobre a autora
NENINHA ROCHA
Guarapuava - Paraná - Brasil, 56 anos
310 textos (10916 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 03:10)
NENINHA ROCHA