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A Vigésima Quinta Hora

Na quietude da noite, no leito quente
Eleva-se em meditação ao cosmo estrelado
E o espírito não mais lamenta, atribulado
O peso do corpo inerte, dormente.

Sublime paz envolve e enternece o ser.
Se tudo é irreal, pouco mais importa;
O tempo já não bate inexorável à porta
E não há medo ou tristeza no envelhecer

Mas apenas do galo cantar de madrugada...
Do amanhã de novo mostrar-se na alvorada...
Ou do relógio novamente a hora bater...

Despertando o sono mais doce e bonito
Que só se encontra além, no infinito
No aconchego do peito da alma amada.
Robério Matos
Enviado por Robério Matos em 27/06/2006
Código do texto: T183437

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Sobre o autor
Robério Matos
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 64 anos
73 textos (3372 leituras)
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Robério Matos