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Sarau dos Poetas

Chamaram-me para uma festa
Onde só tinha figuras ilustres
Fui a todos, apresentado
Fiquei feliz por ter sido convidado

Castro Alves me chamou para ir até o cais
Afirmou: “Negreiros” ainda existem e vão chegar
Monteiro Lobato me fez um convite:
Vá ao sítio me visitar

Falei com José de Alencar
E sua linda “Índia Poty”.
Ele pediu a Carlos Gomes
Para entoar “O Guarany”

Machado de Assis, falou: Alvarez!
Vamos jogar uma partida de xadrez
Cecília Meireles perguntou:
Porque escreve tanto sobre amor?

Julio Ribeiro se explicou
Da realidade da “Carne”
Vinicius de Moraes, me interpelou
Itapoan ainda tem tarde?

Gonçalves Dias trouxe um vídeo
Mostrando uma floresta com palmeiras.
Ouvindo os cantos dos sabiás
Há! Que saudades dos tempos de lá

Encontrei-me com Cora Coralina
Ela sempre sorridente
Ficou muito emocionada quando soube,
Que eu era filho de Petrolina

Olavo Bilac, dando autógrafos recitou:
“Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Sem lembrar os andaimes do edifício”

Quando terminou o sarau
Todos vieram me cumprimentar
Falaram que já iam viajar para o além
Convidaram-me para lhes acompanhar...

Subitamente acordei e conectei...
O Recanto das Letras, que me dizia:
Não chegou a hora, de ir pro lado de lá.
Fique aqui para nos encantar.
Zedio Alvarez
Enviado por Zedio Alvarez em 02/09/2006
Reeditado em 20/10/2008
Código do texto: T230788
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Zedio Alvarez
Petrolina - Pernambuco - Brasil, 59 anos
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Zedio Alvarez