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PEDISTE-ME

A Taizé, ao fim de um sonho
Foi bom enquanto durou
Poema escrito estando eu mergulhado nas trevas
PEDISTE-ME

Para entrar
No teu Reino
Na tua igreja
Sem sequer eu autorizar
Navego no meio das trevas
O meu mau elemento
Sem saber
Se tal
É o meu lugar

Pediste-me


Numa altura
Da mais pura intolerância
Os outros não me compreendem
Eu não compreendo os outros
Mas não sei
Se tal
Ao fim ao cabo
Tem real importância

Pediste-me

Amor
Quando no meu coração
Habita
A pior das dores
Pois amor
Sinto por alguém
Que tenho um medo de morte
De perder
Pois Ela
Por mim
Pelos demónios que me consomem
Que me poderão levar
Para sempre
Para longe dela
Por tudo
Por nada
Porque sou um anjo
Diabólico
Porque
Me fizeste assim

Pediste-me

José Miguel Gomes
Último poema para Taizé
França
20 de Agosto
23:45h
(Sábado)
Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 02/09/2006
Código do texto: T231053

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes