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"Ianspiração"

Vai longe meu olhar
divagando sob a neblina
conheço bem este velejar
anunciado e sem rima!

         ***

Meu alforge de chifres e peles eu sei
mas sabes que nada pedí; o senhor me quis
Agora pois então não sucumbas meu rei
terás em seu fogo somente meu chafariz

Forte bem alto e pleno saúda-me: eparrei
meus olhos tu nem vêdes aqui eu bem sei
sob o véu permaneço altiva e bravia espero
entendas que mesmo a lua vindo nada quero

Apenas deslizas teus olhos e te esmeras
pois canto a noite tal qual se encerra
nêgra cortesã dos filhos ávidos das terras
que com fogo e lâmina o vosso pesar dilacera.

Sou mãe, espôsa e viúva tão terna
não tenho nenhuma dó e nem medo
só não descubras jamais meu segrêdo
porque senão recuo-me nesta caverna.

E assim não me verás mais tão bela aos
braceletes e punhais, só a mirardes a fera
Pois nem me jogues rosas mortas ou eras
prefiro a canção das águas em caos.

"Quero a noite linda e a lua subindo é verniz...
Quero bem tudo que meu bom filho quer...
Explico: do mais bonito ser a mulher matriz
e do mais forte ser a motriz-mulher..."

         ***

Este é meu canto.
Meu encanto.
Meu pranto.
Quem dera...
Debora F
Enviado por Debora F em 09/10/2006
Reeditado em 10/10/2006
Código do texto: T260213

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Sobre a autora
Debora F
Arco-Íris - São Paulo - Brasil
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Debora F