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poema errático

saiu pelas ventas

ganhou a rua
a avenida
a calçada
fugiu pela estrada

correu muito
andou bastante
depois achou um banco
onde se sentou
     para ver a vida passar

por instantes, ao menos

mas viu logo
que devia prosseguir
     pra onde?
não tinha mais tempo

saiu de novo agitado
continuava desconhecido
desguarnecido
     viu que estivera vencido
     desde o nascimento

nada havia ao lado
ou à frente
e atrás,
só um monte de gente

pensou em voltar pra casa
não o fez
     consumiu-se
     ou decidiu evadir-se
mais uma vez

deixou-se levar
pelo abraço do vento
na cabeça o tormento
de ter existido
     ou permanecido
     num banco de estrada
     qualquer

atrás de um simples olhar
ou de quem viesse escutar
o que ele não tinha a dizer

pois nunca dissera o que havia

viu que agora chovia
chegava o anoitecer
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 16/11/2006
Código do texto: T292554

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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