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HÁ UMA VOZ EM SURDINA


Há  uma voz em surdina
Entoando canção fenomenal,
E a noite, com lágrimas de neblina,
Chora em antigo vitral.

Tem o canto uma força tal,
E meu desejo é que ele ondule
Como bailarina em festival
Com seu saiote de tule.

De onde vem essa voz menina?
E essa canção sonora, triunfal?
Vêm do sonho de paz que domina
Esta mulher a Deus leal.

Meu  coração pede que circule,
O estribilho diferencial,
E  que nunca estridule
A voz da cigarra do mal.

E me chegou essa voz menina,
Neste momento de vendaval
Em que andamos em corda fina
Acima dum chão de cristal.

Solfeja mesmo que a maldade ulule,
E se tentar me alcançar a mão fatal
A força da cantata fará que eu pule
O largo precipício de coral.

10/09/05.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 10/09/2005
Código do texto: T49402

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão