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Apocalíptica

Não deixe a guerra começar,
Pela voz de um profano e herege
Os seus olhos estão a nos espreitar,
Com a orquestra satânica que rege...

Não deixe a guerra começar,
Ogivas nucleares podem cruzar o céu
Suas mentiras elas vão nos soprar,
Com os recados do homem infiel...

Vamos chorar lagrimas de sangue,
E o cheiro da morte será incisivo,
O déspota irá rir, de nosso olhar langue,
Esperando pelo momento decisivo...

Pois a besta virá neste exato instante,
Com exércitos de semideuses e profanos
Mostrando seu novo mundo, antes latente,
Escravizando até o ultimo dos humanos...

E estes alimentarão o acido das caldeiras,
Que vai ferver com nosso grito de pavor
As sentenças serão todas derradeiras,
E nenhuma será a nosso favor...

Deus vai chorar pela renuncia do homem,
Pois foi ele que nos deu o livre arbítrio
Agora se espalham pragas, miséria e fome,
Arrebentando com a porta de vosso átrio...

O paraíso vai decair por uma segunda vez,
E Deus não poderá por nós interver
Pois arruinamos com tudo que ele fez,
E onde não há vida, não haverá como viver...

Os mortos vão se erguer sem almas,
Rastejando-se sobre cidades destruídas
Um coro cantará uma prosa ensalma,
Deixando as ruas sem saídas...

E nós ainda haveremos de lamentar,
Quando o sol não aparecer mais na janela
Então não deixe a guerra começar,
Pois a noite será para sempre eterna...

E haveremos de viver com a dor,
Pois não terá mais a flor, somente o espinho
O mundo escurecerá, não terá mais cor,
E todos caminharemos por um único caminho...

E serão profanados os novos responsos,
Com vozes desordenadas e caóticas
Surgidas dos lugares mais esconsos,
E a imagem também será despótica...

Tudo que é vivo perderá a vida,
Lúcifer comandará os novos elementos
E quando sua espada for erguida,
A maldade terá triunfado neste momento...

Aos que criam a destruição com vida de inocentes,
Tenha a certeza que sentaram ao lado do Satã
Logo depois, serão refeições de suas serpentes,
Com seus pedaços esparramados no divã...

Não deixe a guerra começar,
Apocalíptica, nervosa, tão insana
Um cometa o fim do mundo vai anunciar,
Pela suratas que um profeta que profana...

Não deixe corromper suas virtudes,
Com promessas que não podes cumprir
A cada nova pessoa que iludes,
Tu fazes o homem de negro sorrir...

A mentira não pode invadir tua casa
Profanando o templo de seu lar,
Um anjo do mal vai bater suas asas,
E assim a guerra ele pode começar...

Nossas paredes de barro vão ceder,
E no chão vão se abrir mil crateras
Sugando os mares, e nós vamos ver,
O exato memento em que se adulteras...

Zela com orgulho nossas vidas,
Não deixe a guerra começar
O diabo já está com sua espada erguida,
E só nós poderemos o mundo salvar...

A paz vive dentro da nossa razão,
Respeite nossa natureza, ela há de triunfar
Saiba que o amor cabe em qualquer coração,
E por favor, não deixe a guerra começar

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança...” *
Marco Ramos
Enviado por Marco Ramos em 09/11/2005
Código do texto: T69130
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Sobre o autor
Marco Ramos
Salvador - Bahia - Brasil, 47 anos
242 textos (16659 leituras)
5 áudios (355 audições)
3 e-livros (406 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 10:44)
Marco Ramos