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AS DUAS ESTRADAS

Ontem, com meu Cristo discuti,
Porque não posso entender
O dilema que dilacera meu ser,
Se o homem é semelhança do Pai,
Por que assassina os irmãos?
E esperei, ignorante, ouvir,
A voz paterna esclarecedora,
Descendo do alto como brisa:
“- Filha, como és amadora!
Questionar teu Pai não precisas,
Porque dei a todos o livre arbítrio
Da escolha de uma estrada,
Seja ela boa ou má, lá Eu estarei,
Sempre ao final da jornada
Com os braços abertos para receber
Os filhos pródigos que tanto amo
Esperando que tenham aprendido a lição
Que deixei escrita nos corações.
Se depois de tantos tombos,
Não se erguerem apoiados na minha mão
Ainda assim ofereço minha voz,
Farol para guiar tantas vidas
Perdidas na turbulência
Desse oceano de guerras sem clemência.
Ao mundo dei meu Filho
Para ratificar o meu desejo,
De que todo o universo gire
Em torno de paz verdadeira.
Filha, Eu estarei hospedado
No coração de quem me quiser,
E o que diz que não Me quer
Se procurar direitinho
Estarei escondidinho,
No cantinho mais profundo,
Bastando ele chamar, PAI!
Que surgirei no mundo.”

15/03/04.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 21/03/2005
Código do texto: T7284

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão