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UMA ORAÇÃO ENTRE OS DENTES

A tua mansa face de luz pura,
Em silêncio suportava os insultos,
Proferidos pela corja de infames vultos
Saídos de sinistra sepultura.

Ridicularizado sofreste horrores.
O suor caindo dos cabelos pendentes,
Presa tinhas uma oração entre os dentes
Implorando o afastamento das dores.

Abertos foram teus braços naquela hora,
Sentiste nas costelas os dentes caninos
Das lanças dos espíritos assassinos
Guiados pelo amigo d’outrora.

O céu, conturbado, perdeu a calmaria,
Mas para os teus amigos parecia solitário
Túmulo de sombras impressas em sudário
Preso a um mastro como estranha alegoria,

Tremulando no monte como um despojo
Simbólico que guardou a tua imagem,
O teu amor, a tua força e a tua coragem,
De olhar para a humanidade sem nojo.

11/02/04.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 22/03/2005
Código do texto: T7385

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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