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OS SONS DE BUDHA

O som e o ser se confundem
um pouco além dos primórdios da criação.
Na memória não resta muito acerca
do silêncio,
a não ser também sons . . .


ecos confusos do Pretempo ...

O poeta é a criatura que emerge do ruído
rompendo as paredes do Ovo
e eclodindo no gesto, através do estalo.


Na Consciência o que soa são os versos,
contra a vontade de todos,
mas empanturrando a barriga divina,
para depois escapar tal qual gritos,
criando universos e modificando os limites.

O movimento do Tempo é o símbolo do berro,
imerso em nós,
quando o barulho é humano acima de tudo,
atrito primordial de Budha
contra o sólo áspero do caos,
apelo infinito de infinitos mundos
sendo paridos, sinfonicamente
acórde após acórde,
tal qual correntes podres sendo arrastadas
pelas claves da espiral delirante do demiurgo . . .


ecos confusos do Pretempo ... ecos confusos do Pretempo ...


sutil delihatessen da escala imaterial ...

Milhões e milhões de watts irradiam de minhas veias,
e emanam arrepios elétricos ...

imagens confusas dentro do hiperespaço.


Nelson d Paula
Enviado por Nelson d Paula em 21/11/2007
Código do texto: T746780
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Nelson d Paula
São Paulo - São Paulo - Brasil, 67 anos
335 textos (7915 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 21/08/17 02:10)
Nelson d Paula