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Criação

Onde fui quando éramos pó
Projetos imperfeitos
Éramos seus, sua imagem, oh Arquiteto
Quanto tempo
Indócil e infértil?

Quis morder o que não era meu
O doce da carne
E provei o rastejar da vergonha
E do meu ventre saiu dor e impureza

A folha caiu do meu púbis
E agora minha vergonha me dá prazer
E a certeza que eu tenho
É que a certeza
É o juízo

Dos impuros que não puderam ver o que vi
Vi minha prole disputando o mel
Caim, matou Abel
Eliézer Santos
Enviado por Eliézer Santos em 11/08/2011
Reeditado em 11/08/2011
Código do texto: T3152828

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Sobre o autor
Eliézer Santos
Araraquara - São Paulo - Brasil, 25 anos
49 textos (1492 leituras)
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Eliézer Santos