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No Princípio

“Ele fez a terra pelo seu poder; ele estabeleceu o mundo por sua sabedoria e com sua inteligência estendeu os céus”
(Jr. 10:12).

Sem tempo e nem espaço...
O silêncio!
Nas trevas... o nada!
No inefável inatingível, o Amor
concebe “os céus e a terra”.
Parto da realidade visível.
Um manto de ébano cobria o
caos que imperava na terra
vazia.

De uma esfera não sonhada,
ouviu-se uma voz...
Haja luz!
“E houve luz”...
Gloriosa, desvendando
a harmonia perfeita que as trevas,
divorciada, deslumbrada, avistava.

Os céus, a terra, à noite, o dia,
à tarde e a manhã do primeiro dia.
O Supremo Poeta, num prazer indizível
de uma imagem aprazível,
enaltecido, fala à criação:
Vejo que isso é bom!

As mãos criadoras do Divino Artista,
com gozo profundo,
na tela do universo,
embeleza o mundo.
O céu é azul, as nuvens, alvo algodão.
O mar, carinhoso, nina a terra,
com doce paixão.
E viu Deus que isso era bom.

A terra, dócil menina,
recebendo a semente divina,
de todas as espécies a fora,
lança de si a fauna e a flora.
O verdadeiro Agricultor, evocando
flores e frutos, ara a terra
com ditosa emoção, dizendo
aos anjos: Vejam como isso é bom!

Na sombra do grande luminar,
miríades de estrelas pontilham o céu
num límpido cintilar.
A Ursa, o Orion, o Sete-estrelos, as
grandes constelações, e viu Deus
que isso era bom.
Palavras criadoras ecoaram,
Peixes nadaram e aves voaram.
Estréia na terra do coral da vida.
Jubilosa exaltação do Grande Autor.
Super produção em harmônicos sons,
e viu Deus que isso era bom.

Dos céus veio a ordem; obediente,
a terra cumpriu.
Das suas entranhas, um mistério,
animais diversos foram produzidos.
Répteis, domésticos e selvagens,
famílias diversas, riqueza da criação.
E viu Deus que isso era bom.

Chegara o momento do “clímax da criação”,
o Divino Conselho reunido e
uma só decisão: “ A nossa imagem,
conforme a nossa semelhança,
façamos o homem com nossas próprias mãos.

O Pai de Amor, com terna paixão,
modelou do barro a “coroa da criação”.
Quando, ao sopro de Deus, a alma
vivente se levantou do chão,
estava consumada a obra de
Sua mão.
O universo, então, ouviu em alto
e bom som:
Isto é muito bom!


Paulo Cezar Santos
Enviado por Paulo Cezar Santos em 19/10/2007
Código do texto: T701250

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Sobre o autor
Paulo Cezar Santos
Aracaju - Sergipe - Brasil, 60 anos
109 textos (13675 leituras)
2 e-livros (70 leituras)
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Paulo Cezar Santos