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Bebé-Papagaio, é frágil.
Dentro de casa, já voa
e vai pousar no poleiro,
vaidoso da sua pessoa!

E olha, que sorrisinho,
ao escutar meu elogio!
(pois para mim se exibiu)

Mas na varanda, já viu?!
Tem medo, Papagaiozinho!

Tem medo da noite vindo,
das sirenes de bombeiro,
medo do sol e do frio,
e, como é pequenino,
quer logo entrar em casa!
Se chega alguém,
porém...
desorienta-se e cai!
Cai nas dálias em botão,
cai na palmeira que pica
(insultando o seu bico)

Mas ai,
é mais forte a palmeira
que Papagaio e seu bico!

Fica quieto, coitadinho.
Suas oito garras fechadas,
suas asasinhas tremendo....

Não fala ainda.

Resignado e calado,
espera-me. Tão aflito
com seus olhinhos redondos
acusa-me mas ... sorrindo!

Deixa-se pegar, mansinho
e agarra-se a mim, pobrezinho,
que outro suporte não tem.
Vem para o colo pensando
que é Gente é sua mãe!

Gente é : Lindo!
Lindo! Lindo!

Mas se vem alguém,
e ele todo se estende
para cumprimentar Gente,
Gente desata gritando:
Ai, que medo desse Bicho!

E Gente foge correndo!
Bebé-Papagaiozinho,
olha-me desiludido!

Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 26/02/2006
Reeditado em 13/09/2006
Código do texto: T116268
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Petronilho
Almada - Setúbal - Portugal, 64 anos
1238 textos (130517 leituras)
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9 e-livros (5147 leituras)
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Maria Petronilho

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