Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Pastel de meias verdades

as vezes é preciso deixar o silencio falar
a corda romper, deixar o cego talhar
as vezes, nem é questão de fé
rezar uma missa, transpor uma valsa
encher a lingüiça, levantar as calças
as vezes é preciso deixar o vento levar
acordar um dragão, sambar por sambar
arrotar o oceano depois de comer as estrelas do mar
colher as pupilas vazias
e sentir o grito insistente, que paira suspenso no ar
muitas vezes, não sabemos quanto é tempo
o tempo teimoso que desloca uma rima de lugar

"Gabriela, debruçada na janela, já esquece quantos ventos
correm dentro ao coração
nem se lembra quando é flor, quando é lapela
não se lembra que é donzela, quanto ao príncipe lutador

seu Manéu -da vendinha da esquina-
vê-me um pastel de vento e um copo de guaraná
por que hoje lá na vila -minha vila-
o radinho do Pedroca não vai parar cantar"

lenga la lenga
la blabla, blabla, blá
corre, corre cotia
porque ninguém vai olhar

as vezes nem é uma questão de fé, (camará)
mas deixar os fogos da cidade lhe guiar.
Augusto Guimarães
Enviado por Augusto Guimarães em 08/06/2006
Reeditado em 22/08/2006
Código do texto: T171745
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Augusto Guimarães
São Bernardo do Campo - São Paulo - Brasil, 29 anos
39 textos (2181 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 22:30)
Augusto Guimarães