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Puro deslumbramento

Puro deslumbramento

Gatinhando, gatinhando…
Alcançou a grande janela e a enorme cortina.
Arranhou-a e lentamente, puxando-a, subiu
                                    por ela acima
Até alcançar o peitoril, onde se apoiou, e viu...

Belos pássaros, de asas  brancas  que  dançavam
                   e a espaços, alegres cantavam.
Fofas nuvens que dormitavam, mesmo por cima
                           do laranjal da quinta.
O lavrador trabalha no campo, amarrando molhos
                         de palha, extravagantes.
Uma borboleta deambulava na vidraça e queria
 por instantes, entrar, para descansar na saleta.

A tudo, o menino batia palmas de alegria, e mais
Batia, feliz, quando a borboleta, fugia da sombra
                        e da sua infantil careta.
Deslumbrado e cansado, adormeceu no peitoril,
          embalado nas asas do anjo que o ninava.



Luís Monteiro da Cunha
Luís Monteiro da Cunha
Enviado por Luís Monteiro da Cunha em 26/10/2006
Código do texto: T273877

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Sobre o autor
Luís Monteiro da Cunha
Portugal, 54 anos
36 textos (837 leituras)
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Luís Monteiro da Cunha