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QUEM ME ACALENTARÁ?

Psiu!
Entre devagar.
Não ouse me acordar.
Hoje o dia foi pesado.
Dei um duro danado.

Pra percorrer toda essa casa
até quase criei asa,
virei tudo ao avesso
como um belo travesso
que você sabe que eu sou.

Fui na sala, na cozinha,
no seu quarto, no quintal...
Dei nó no cavalo de pau.
Quase fui lá na vizinha.

Você precisava estar aqui.
Tenho certeza: iria rir,
mesmo com essa mania
de não gostar de estripulia.

Lembra daquele gato cinzento
que aparece toda tarde na varanda,
e você diz que é rabugento?
Coitado!
De tanto comer vento,
esperando eu terminar o meu trabalho,
acho, que lá, ele ainda espera pelo orvalho,
pois tive pena de acordá-lo
só para alimentá-lo.

Você precisava estar aqui.
Tenho certeza: iria gostar de me ver
respeitando o gatinho
feito um rei no seu soninho.

Psiu!
Por favor, não me acorde!
pois quando estou dentro do berço
até parece que eu esqueço
que sou um solitário menino
e durmo feito um faminto felino
que te esperou o dia inteiro.
JOSÉ SOUSA
Enviado por JOSÉ SOUSA em 16/07/2005
Código do texto: T34763
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Sobre o autor
JOSÉ SOUSA
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 53 anos
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2 e-livros (119 leituras)
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JOSÉ SOUSA

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