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Três porcos

Contava essas histórias às crianças de Dargha quando era um jovem garoto. Tenho grande aprcio por ela.

O pai javali três filhos teve
Três porcos gêmeos ele criou
Três filhos do mesmo jeito cuidou
Deu sua alma e coração
Seu sangue a cada irmão
"Juntos vocês devem ficar
Para as minhas terras poderem cuidar
Sejam unidos e sejam irmãos
Não vão esquecer
A promessa que a mim acabam de fazer"
O pai javali um dia morreu
E grande homenagem o povo deu
Deixou suas terras para os três irmãos
Por bom tempo juntos ficaram então
Mas um dia ocorreu
Uma conversa aconteceu
cada irmão mostrou seu ponto
E deram início a esse conto:


Três porcos irmãos conversavam
Três porcos irmãos pensavam
Um porco um dia falou:
"O que estou fazendo parado aqui?
Sou forte e destemido
Consigo vencer qualquer perigo!"
Os dois irmãos riram
e o irmão porco constragiram
O segundo uma vez indagou:
"Por que aqui estou?
Se posso andar por ai
Conhecer leitoas, ganhar dinheiro
e até me divertir!"
Os dois irmão desaprovaram
E o pobre irmão porco calaram
Em fim o último questionou:
"Sou esperto e benevolente
Disso, eu já sei.
Qua tal se um dia
Eu virar rei?"
Os dois cairam e rolaram
Mas seu irmão não silenciaram:
"Não sou forte nem exibido
Nem tão pouco folgado
Vou embora, partir pra longe
Vou fazer o meu sobrado"
Três porcos irmãos conversavam
Três porcos irmãos brigavam
"Não adianta um casa construir"
Disse o Primeiro
"Se não consegue se proteger
Seu teto logo vai ruir!"
O segundo levantou:
"Incapazes de viver, vocês são
Com vocês não quero morar não!"
O terceiro terminou
E a ruína da família começou
"Agora com vocês não mais falo
Não adianta tentar conversar
A partir de hoje me calo!"
Três porcos irmãos conversando
Três porcos irmão um rumo tomando
O primeiro irmão
Decidiu então.
Ir para leste
Na floresta silvestre
Alta, lá no céu
Sua casa montou
Para tudo enxergar
E seus irmãos invejar
"Vejam o tamanho de minha casa
E é resistente e protegida
Meus terrenos não são atacados
Pelo meu povo serei vangloriado"
O segundo ao o sul partiu
Nem sequer se despediu
Sua família ele largou
E o seu sangue ele negou
Sua morada construiu
Onde grande povo logo surgiu
Criou montanhas de diamantes
E também teve várias amantes
"Tenho o vigor de um touro
Minha casa brilha como o ouro!
Terei lucro até morrer
E meu povo vai me agradecer!"
O terceiro triste se foi
Para oeste, sem seus irmãos
Com arrependimento no coração
Sua casa montou
Como sempre desejou
Fez sua terra prosperar
E o povo seu nome gritar
"Minhas terras eu ganhei
Finalmente, eu sou rei
Minha terra vai prosperar
E a felicidade vai reinar
Mas meus irmãos eu perdi
Sozinho e triste estou aqui"
Três porcos sentados pensando
Três porcos em seus tronos meditando
Cada porco em sua casa
Cada porco em sua terra
Nada mais é ou vai ser
Como o pai javali quisera
Bardo de Solia
Enviado por Bardo de Solia em 29/09/2007
Reeditado em 16/01/2013
Código do texto: T673878
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Bardo de Solia
São Paulo - São Paulo - Brasil, 28 anos
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Bardo de Solia