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A BARATINHA TAGARELA

É cri cri cri, é cra, cra,
Como fala a baratinha
A coitada tão sozinha
Anda doida pra casar.

Procura um noivo barato
Pra com ela namorar
Mas não consegue de fato
Por causa do seu bla bla bla.

Procura aqui, procura ali
Ninguém queria arriscar
Até que encontrou o Fifi
Querendo com ela casar.

Marcaram então o casório
Para o primeiro de abril
Na igreja e no cartório
Em dia de muito frio.

Uma surpresa, no entanto,
Na hora H aconteceu
A baratinha tagarela
De emoção emudeceu.

Ficou pálida, engasgada,
na hora de responder
se, o Fifi, ela aceitava
como esposo até morrer.

O padre então entendeu
que ela desistiu de casar
E logo desapareceu
Deixando os dois no altar.

Fifi morto de vergonha
Fugiu às pressas de lá
E quem  era tão risonha
Desatou-se a chorar.

Hoje triste e abandonada
Parou com o seu bla bla bla
Quem sabe agora a coitada
Possa um dia se casar.
Cyro Mascarenhas
Enviado por Cyro Mascarenhas em 30/09/2007
Reeditado em 30/09/2007
Código do texto: T674667

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Sobre o autor
Cyro Mascarenhas
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 73 anos
1387 textos (129730 leituras)
2 e-livros (860 leituras)
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Cyro Mascarenhas