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O poeta não morreu

                     O POETA NÃO MORREU

Uma canção que o vento soprou
De versos que ninguém fez
O efeito da chuva que cai
Bate em seu rosto e você não sente
O dia que começa a escurecer
A noite que começa com a solidão.

Você não entende quando digo que sou feliz
Essa monotonia é algo que preciso
O vento que sopra uma canção
 A noite  que canta uma serenata
O fogo que tece as cinzas
As cinzas geladas do seu ser.

Ouvi versos que ninguém fez
Nos gritos da tempestade
Ouvi uma canção
Nos gritos de desespero de uma mãe
Lá fora o sol bronzeia
Aqui dentro a monotonia vence.

Uma canção que o vento soprou
Um poema que ninguém compôs
Uma derrota que ninguém perdeu
Uma vitória que ninguém venceu
Uma criança que nasceu
Um poeta que não morreu.

Valter Figueira
Enviado por Valter Figueira em 13/07/2006
Código do texto: T193116
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Valter Figueira
Carlinda - Mato Grosso - Brasil, 48 anos
39 textos (2147 leituras)
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Valter Figueira