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Saudades não tem idade

Saudades não tem idade

Eu nasci há muito tempo
quando tinha muito mato, lobo e onça
quando as fábricas eram pequenas
e não tinha tanta geringonça
Naquele tempo existia inocência nas pessoas
domingo era o dia de macarronada com lingüiça
 do terninho “passadinho” para ir na missa.

Aquela época era deliciosa, das grandes
Festas juninas
Pé de moleque, rojão, dança quente de quadrilhas
 em festas de São João.

Nos bailes de Carnaval com
Confete e Serpentina.
A festa era total, respeito de todo lado
tanto dos meninos, como das meninas

As geladeiras eram brancas e
Em cima tinha pingüins
 Os telefones eram pretos e ao lado
Tinha xaxins

Naquele tempo existia as famosas bocas de sino
e em quase todas as igrejas ainda se cantavam hinos
A Rádio que dominava, era a Nacional
As notícias traziam histórias de um mundo normal
Naquela época existia a Ditadura
E o povo ainda tinha vergonha
Não se ouvia falar em crack, nem
Sequer em maconha

Tempo de ir ao cinema
Passear em Ipanema
Valorizar a vida
Sem se preocupar com bala perdida
Que saudades daquele tempo,
tempo da brilhantina, da vida do quero mais
Tempo que entristecido, eu sei que não volta mais!!!



Telêmaco Marrace de Oliveira
Enviado por Telêmaco Marrace de Oliveira em 08/08/2006
Código do texto: T211684
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Telêmaco Marrace de Oliveira
Blumenau - Santa Catarina - Brasil, 44 anos
259 textos (58294 leituras)
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Telêmaco Marrace de Oliveira