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L E M B R A N Ç A S

Talvez me esqueça
Do que quero lembrar,
Talvez lembre;
Mas queira esquecer,
Talvez não lembre,
Mas gostaria de saber.
-Lembro sempre,
Esqueço,
Sei...
(talvez não)

nas fumaças, sombras,
te vejo, me despejo,
ao abrir a porta da casa,
recebo a sentença,
dor, solidão, me perco,
desgraça sem preço,
sangra, arde, meu Deus
essa dor não mereço.

Observo a sala,
No sofá almofadas,
O tapete, um enfeite,
Acortina, toalhas,
Escuto sua voz,
Meu olhar me cala.
O quadro de chaplin
Que você adorava,
Deprime, me prende,
Sou preza,
Avoado relembro,
Dói o peito, certeza.

Vejo cinzas
Pó no cinzeiro,
(herança)
acordo do sono
sem dormir.
não pisco
ao ver,
a sombra fugir,
por trás da cortina,
(lembrança).

O banheiro
Quase foge da mente,
Só vejo linhas,
Dividem visões.
"Embola, enrola
O nó na garganta".
A sombra foge,
Não está aqui,
Será que a perdi
De repente, escuto,
O som mudo,
(sensação)
o barulho na cozinha,
cai a toalha,
(eco surdo)
um cheiro, presença,
ruídos da alma
descolo,(isolo).

No quarto
Esqueço de tudo,
-Mentira...
Só tento não lembrar,
Pois foi aqui,
Imagens, lágrimas,
Nesta cama te perdi.
Num segundo,
Meus braços, seus braços,
Sem abraços,
Você chorou, sorriu,
Agonizou, sofreu, me feriu.

choro sempre
Ao sonhar em branco,
Rezar sem fé,
Lembro de tudo:
Ainda escuto,
(oi amor, te amo)
isso talvez não esqueça,
talvez simplesmente suma,
talvez queira guardar,
tantos carinhos,
louco amor,
nesta cama
fiz por merecer.

Num gesto,
um amor,
a paixão nasceu,
mas o luar humilde,
perdeu, se rendeu,
você fugiu se escondeu,
Deixou-me só,
por que
perdeu a vida,
seu olhar, seu corpo
sem querer morreu?

Perguntas sem respostas,
Nada mas me fez sorrir,
Nem mesmo a boca,
Dentes, ou emoção,
Nem mesmo o mar que me consola, ampara.
Nem mesmo um outro amor
de palavras sem fala,
nem fadas,nem anjos,
almas ou luz,
nem, tão pouco
o universo que as conduz.

Acho a ausência,
que guardono avesso, do lado,
num lado, selado,
coroe o tempo,
borda a tristeza,
um ponto no encontro
triste do mundo.
E por mais horas
Que fuja pro fundo
De meus pensamentos,
Você sempre,
Me rouba segundos.
Rodrigo Obelar
Enviado por Rodrigo Obelar em 27/10/2006
Código do texto: T275008

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Sobre o autor
Rodrigo Obelar
São Paulo - São Paulo - Brasil, 35 anos
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Rodrigo Obelar