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Ainda hoje me lembro
Dos meus tempos de criança
Nos braços da Nega Dita
Ouvindo sonhos de Esperança

Nega Dita foi escrava
Que a princesa Isabel libertou
Era ainda uma menina
Mas na memória
Sua vida sofrida guardou

Nega Dita se casou
Mas na lavoura ficou
Até que um belo dia
Seu amor me dedicou

Eu era menina de trança
Espevitada e arteira
Meus dez anos eram o passaporte
Pra viver de brincadeiras

Nega Dita tinha quase cem
Mas dava conta de mim muito bem
Coragem não lhe faltava
E sua esperteza lhe conservava a vida

Nega Dita era magrinha
Era bem baixinha também
E apesar de toda idade
Era esperta como ninguém

Seus cabelos eram branquinhos
Feitos bolas de algodão
Na ponta do nariz tinha os óculos
E enxergava muito bem

Deus conserve a minha nega
Junto aos anjos do paraíso
Pois no meu coração ela vive
Como se nunca tivesse partido

Campinas/SP
31/7/2005
00.35hs
www.augustaschimidt.prosaeverso.net





Augusta Schimidt
Enviado por Augusta Schimidt em 31/07/2005
Código do texto: T39134

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Sobre a autora
Augusta Schimidt
Campinas - São Paulo - Brasil, 66 anos
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Augusta Schimidt

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