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Avô paterno


Eu ainda lembro como se fosse ontem
das histórias mal contadas
longo espaço de silêncio
as despedidas disfarçadas
do seu beijo, seu abraço

agora, o que faço?

Perdi-te, te perdi pra sempre
a última rosa, joguei no fundo da terra
pra não morrer de remorso

E aquela flor, desprevenida e despretensiosa
em seu peito encaixou
e depois disso eu senti
toda força do seu amor
toda força do meu amor

do seu amor mudo
do meu amor quieto

do meu amor
de neto.




Descanse em Paz.

Do seu neto.
(sinto muito se fui ausente)
Bruno Salim
Enviado por Bruno Salim em 13/09/2007
Código do texto: T650236
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Sobre o autor
Bruno Salim
Vila Velha - Espírito Santo - Brasil, 28 anos
103 textos (3485 leituras)
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Bruno Salim