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TAMBÉM NÃO ME SINTO POETA

Quase todo grande poeta
Pensa ser muito sábio.
Eu, por pensar diferente,
Acho-me um pouco tolo – e besta!
E não me sinto um grande poeta.

Quase todo grande poeta
É intensamente bom.
Mas, o que pensa ser demais,
E este não é o meu caso!
Definitivamente... presta?

Há clássicos poetas...
Cheios de estilos: rimas ricas,
Metrificadas, gramaticalmente corretas...
E aqueles que, assim como eu,
Da poesia, fazem apenas uma festa.

Enorme cultura, têm alguns poetas.
Em conhecimento, são uma imensidão!
Outros, pobres coitados!
Tal qual este que vos fala,
São apenas uma pequena fresta.

E os poetas que, como eu, escrevem,
Mas ninguém lê nada.
Os grandes, já vem estampado
E escrito em manuscrito na testa:
Eu sou realmente um poeta!

Porém, que em face à minha
Humildade e simplicidade,
Que eu seja mais um tolo apenas,
E que faça simplesmente festa...
E seja o menor dos pequenos...
Apenas uma imperceptível fresta.
Que não tenha nada escrito na testa...
Que eu não seja realmente um poeta.

Mas que você consiga
Captar, interpretar e sonhar,
Com o que tento dizer.

E me entender!

Marcos Aurélio Mendes
Enviado por Marcos Aurélio Mendes em 13/09/2007
Código do texto: T651076
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Sobre o autor
Marcos Aurélio Mendes
Jussara - Bahia - Brasil, 52 anos
443 textos (35747 leituras)
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Marcos Aurélio Mendes