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Velho espelho

Sobre soltos meus pés,
Desenhando o azulejo do meu chão,
No sentido da Procura do meu olhar.

À medida que sensibilizo o sorriso do rosto
Pondo os dedos sobre a neblina do meu banho,
Jogo gotas de perfume sabre o espelho
Para que eu possa me proteger
Das rugas esculpidas do meu ser.

Viro o sentido do corpo,
Na ânsia de se modificar
Toda vez que me visito.
Te juro, quero o tempo voltar.

Meu espelho traz a vida
Da saudade que ficou
Reflexo com rotina
Dos banhos que proporcionou.

Traduzir as variações do corpo arco-íres,
Onde todos preferem não envelhecer.
Segue nosso amigo espelho até ao amanhecer.
Helaine Figueiró
Enviado por Helaine Figueiró em 22/09/2007
Código do texto: T663591

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Sobre a autora
Helaine Figueiró
Canoas - Rio Grande do Sul - Brasil, 55 anos
34 textos (1495 leituras)
4 áudios (205 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 23:13)
Helaine Figueiró