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APENAS MAIS UM

Ando por alamedas do passado,
Ladeadas de flores de saudade.
O salgueiro ainda chora, abandonado,
Numa esquina da velha cidade.

Pessoas calmas passam por mim.
Trazem na face um sorriso vazio.
O vento sopra o aroma de jasmim,
Para os lados do caudaloso rio.

Ando só nessa lenta procissão,
Que caminha sem rumo certo.
Sou um corpo à mais na multidão
Oco, inflexível, deserto.

Me lanço nesse oceano: saudade!
Afogo mágoas, navego solidão
Nessa vida: calmaria-tempestade
Sou apenas mais um na multidão
Edil Franci
Enviado por Edil Franci em 23/11/2007
Código do texto: T749906

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Sobre o autor
Edil Franci
São Paulo - São Paulo - Brasil
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