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Mário Quintana

No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as
únicas
que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...




                *

As minhas levezas

As coisas mais leves .
Aquelas que o vento,
nunca conseguiu pegar.
Nunca de mim, as conseguiu arrancar?
São as minhas rememorações.
Elas são leves.
Tão fáceis, de o vento as levarem.
As arrancar de mim.
Mas elas, de leves que são.
Tornaram-se fortes, no meu coração.
E, não se conseguem despegar.
São parte de mim.
Ninguém as levará.
São marcas esculpidas
O cinzel as moldou
O fogo as marcou
Dentro do meu coração
Permanentes.
Excitantes.
Enraizadas.
Pesarosas.
As gostosas
Permanecerão.
Nem vento nem tufão.
Jamais de as tirarão.
Um livro que li, e que me fez chorar,
Um filme que vi, e que me fez cogitar.
Um amigo! que perdi.
Ardis! Em que cai.
Um poema! Que escrevi.
Reli, e me emocionei.
Momentos da vida, que não se olvidarão.
De exultação, de abatimento.
Punições, e enleios do meu coração .
Que o vento, fácilmente poderia arrancar.
Mas, de tão leves, são fortes demais.
Para que o vento os venha roubarde mim.
De t,ta

07-12-07
10;24
Tetita
Enviado por Tetita em 07/12/2007
Reeditado em 07/12/2007
Código do texto: T768146

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Sobre a autora
Tetita
Setúbal - Setúbal - Portugal
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