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O IMAGINADOR

Foram lindos...
Recordo-me bem!
Foram bastantes...
Os momentos que me vem.

Quantas e quantas lembranças
Da juventude que passou,
Numa vila de Santo Antônio
Onde a mocidade começou.

Lembranças da bola de gude,
Da marela e do pula corda,
Da peteca e do peão
Lembranças da bola de meia,
Pique esconde, arapucas e o corrupião.

Do carrinho rolimã ao carretel,
Da cobra cega, pipa e o balão de São João.
Das figuras folclóricas, da folia do boi,
Da bananeira roxa, do jaguará,
Da mulinha e da vaca mocha.
Da boca de forno, do gibi do Jeronimo
O herói do sertão.

Doces lembranças do salão ornamentado,
Banderolas, luzes e bambus de vime.
Os bailes de acordeom,
Tocados por Luzia Setimi.

Embalados na jovem-guarda
Com apreço venerável
Na memória, a lembrança
De uma era admirável.

Foi na década de sessenta
Que a mocidade se encontrou
Com o Vaticano Segundo,
A comunidade se formou.

Na celebração irmanada,
O jovem se encontrou.
Eu não fiquei de fora
Minha vida se modificou.

De frente para o povo,
Criando espaço e comunicação
Palavra de Deus comentada
Rumo a nova evangelização,
Onde sempre se fez história
Na linguagem e comunhão.

Vejo o jovem de hoje,
Sem perspectiva de ação
Não tendo em suas vidas
O apoio da própria Nação.

Falta-lhe carinho paternal,
Não há diálogo onde mora e onde vive,
Amor quase não se tem,
Fundo do poço total, álcool, drogas
Motivado pelo sistema,
Vagueia, em busca do prazer carnal.

O jovem nessa armadilha,
Sofre toda espécie de opressão,
Fica sem direito a nada,
Convivendo com humilhação.

Nessa devastação envenenada
Tiram-lhe o futuro, roubam-lhe a dignidade,
Tomado por viciado, não existe reação.
Os reais que lhe vêm
São guiados à práticas fraudes do patrão
E nesse vai-e-vem, só resta-lhe a ilusão.

Jovem, ainda é tempo de sonhar,
Na esperança, na liberdade tens de acreditar.
Sai dessa emboscada traiçoeira
Que alguém lhe preparou.
Seja menos um nessa guerrilha.

Para sair dessa, existe direção,
Ouça seus pais com ardor,
Incinere a opressão, as drogas,
E a submissão.
Fite aquele de braços abertos,
Que é o Cristo, o Nosso Senhor!

Não deixe prá amanhã,
Hoje você pode afirmar,
Serás prodígios,
Minha estrada, minha sina,
Formarei história.
Será gigante o meu clamor.
Vejo o futuro...
Por que aderi ao Salvador.

A escola da vida.
O arquivo e a familia.
Espelham na lei do amar,
Que no terceiro milênio,
Essa poesia possa continuar.
Alci Santos Vivas Amado
Enviado por Alci Santos Vivas Amado em 28/12/2005
Reeditado em 06/08/2008
Código do texto: T91366

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Sobre o autor
Alci Santos Vivas Amado
Mimoso do Sul - Espírito Santo - Brasil, 71 anos
238 textos (31016 leituras)
2 e-livros (136 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 01:06)
Alci Santos Vivas Amado