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Sentença.

Sentença.



Não sei se preciso de muita
Água ou se preciso mesmo respirar.

Quero lutar contra as marcas
Do tempo, e logo vi:

Não tenho forças, sumiram
Toda vontade, sobrou às lembranças.

Mais logo ontem o dia
Que se esgotaram minhas poucas razoes,
Ela de vestido bordado com rendas
E um laço azul, me fez prometer
Que nunca, talvez jamais recorrerei
Á ela, na tentativa de amenizar
Qualquer partícula de magoa.

Sim prometi, deixei de ler o contrato,
Nele dizia:

“- Os que só pensarem em pensar,
No que passou, terá por sentença,
Prisão perpetua no mundo da insanidade.”


Vou embora, por mais que eu abra portas,
A saída fica no infinito, e nesse lugar, minha sentença
Proíbe-me de chegar!

Não sei se os moradores daqui entendem meu idioma
Não sei como sair de mim.





Jane Krist Coffee












Tenho medo da amplitude do universo infinito, que com freqüência confundo com o real. O infinito que não volta àquele que estoura minhas construções e todos não me visitam mais.
E o efêmero é impossível se livrar dele.

Tenho gostos vindos da angustia, aos quais não sei nomear. Sei que o inesperado me obriga á ter sempre comigo o medo das coisas que nem sei como chamar.



Jane Krist Coffee
Enviado por Jane Krist Coffee em 17/01/2006
Código do texto: T100082

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Sobre a autora
Jane Krist Coffee
São Paulo - São Paulo - Brasil
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