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Cortei o Pescoço de Deus

cortei o pescoço de Deus
com a navalha de minha língua suja
cada dia sem ar
no fim do túnel
é a certeza da loucura
dentro de um prato de comida podre
sou rei
sou rei
cuspo versos sem sentido
na cara de um espadachim sem asas
moro onde a dor angaria votos
para o parlamento das auroras boreais
plante uma árvore e regue com o fogo das paixões
cante a canção mais bela que há em seu estômago
grite o grito mudo dormente o maior tempo que puder
eu não sou eu
sou o vazio de mim tentanto me achar no pó das ruas
ah, sibilos e sonhos tortos
não sei por que estou aqui
minha memória me faz prisioneiro
do que sou, do que não sou
o universo é um mantra dos infernos
cantem
para
mandar
para
longe
o horror
de não ser ninguém
assim na terra
como no céu
Deus, estais zangado comigo?
MAXIMILIANO DA ROSA
Enviado por MAXIMILIANO DA ROSA em 15/02/2006
Reeditado em 15/02/2006
Código do texto: T112248
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Sobre o autor
MAXIMILIANO DA ROSA
Imbé - Rio Grande do Sul - Brasil, 43 anos
24 textos (925 leituras)
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MAXIMILIANO DA ROSA