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Luar Sem Dor (LSD)


Meus olhos muitas vezes sem nenhum arame
observavam o azul puro nos objetos alheios,
quis abrir-lhes as algemas invisíveis e paralisantes que os mantinham inertes.
Esta talvez fosse uma extrema obsessão
a de que todo objeto (gaveta, lápis, cadeira etc) tivesse boca
ou que esperassem como quem não quer nada,
mas atentos a tudo;
a chegada da boca pra por a boca no mundo.

Mundo, aliás, em que não posso fechar os olhos e esquecer de tudo!
Principalmente agora que aprendi a prender minha respiração
E a fingir de muro.

Mas não queira descobri os segredos das coisas muito cedo
precisa do acaso
se por acaso tenha que fugir do fogo cruzado nas terras suburbanas..
Imagina o que seria de nós
perdidos em uma imensidão de dores e serpentes azuis fosforescentes?

Mas
Não tenha medo
Venha cá
tu e tua boca que faremos um pacto de línguas
eu acho que é a hora certa para uma transformação
pode tentar!
não há tempo para fatiar-te em pedaços.

ULISSES de ABREU
Enviado por ULISSES de ABREU em 15/03/2006
Reeditado em 28/11/2011
Código do texto: T123737

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Sobre o autor
ULISSES de ABREU
Viçosa - Minas Gerais - Brasil
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