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Poema pra não envelhecer

Tenho pena da morte
Com sua cara feia e enrugada
Está tão velha a coitada.
Que sempre há quem escape
Das suas mãos frias
Que nos querem guiar naquela viagem
Aquela que ninguém quer ir.
Presos a vida com algemas de vontade
Muitos, na verdade, tem medo de partir.

Milhões de anos ela tem
Nasceu junto com a primeira vida
Tão primitiva quanto a primeira célula
Tão invisível quanto a nossa fé

Tenho pena da morte
Com suas mãos trêmulas e certeiras.
Tão indesejada por muitos
Que se agarram à vida.
Como se nunca fossem deixar de viver

Já escreveu o poeta uma vez:
“A gente já nasce morrendo”
Milhares de células vão esvaindo
Esmagadas pelo fantasma do tempo
Então...  envelhecemos

Tenho pena da morte
Com sua pele fria e pálida
Seu olhar de poder e maldição
Vivendo, ou morrendo, dia após dia.
Pra cumprir a sua eterna missão

E em mais um ano de minha vida
Desejei viver cada momento
Com muito sentimento e talvez, um pouco de sorte.
Também não desejo a morte
E sim, continuar vivendo.

Por isso viverei cada instante
Cada momento certo ou errante
Amado ou amante
Para os meus amigos, família e minha metade.
O melhor que eu puder ser

Pra que num dia distante
Quando vier a morte
Eu possa simplesmente dizer
A todos que conheci, no tempo em que vivi.
Foi um prazer


William Gali
Enviado por William Gali em 03/06/2006
Código do texto: T168705

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Sobre o autor
William Gali
Sorocaba - São Paulo - Brasil, 34 anos
38 textos (3723 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 21:56)
William Gali