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FERIADO


Neste feriado,
meu candieiro está apagado,
pois encontrei um homem afogado,
dentro da lagoa do sítio ao lado.

Um grito cegou, completamente tapado,
juntamente com o homem afogado.
Era um cineasta, homem puro, ego calado.

O homem foi injustamente abatido, aniquilado
por um sistema que já nasceu errado.
Andava pelo jardim todo pelado
escrevendo versos... pensativo e agitado.

Morto por um moleque safado
Que avançou por dentro do jardim e, trepado
no último galho de um coqueiro, alí sentado
como se todo crime já estivera programado.

O ritual sim fora premeditado
e, enfim, o corpo decepado,
o dedo cortado,
o filho roubado,
o carro quebrado,
e o destino traçado...

Assim passou o meu feriado, indecente.
Acabou meu passeio,
e, finalmente
segui a viver o resto da minha vida.
O suor do meu rosto,
só do meu corpo
e do meu lenço;

O gosto de viver...

O gosto do viver
é próprio
e do meu bom senso!


AVIENLYW - (29/9/2001 )

WILDON LOPES
Enviado por WILDON LOPES em 15/06/2006
Código do texto: T176111
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
WILDON LOPES
São Paulo - São Paulo - Brasil, 57 anos
269 textos (14455 leituras)
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